Equipe Esthetic Group

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dica Clínica

Modelagem de Núcleo X Moldagem de Núcleo

Dentes endodonticamente tratados que apresentem coroas clínicas severamente destruídas são um desafio em nossa clínica diária. Para conseguirmos uma reabilitação satisfatória tanto estetica como biologicamente, muitas vezes lançamos mão dos núcleos metálicos fundidos, que tem como principal função a devolução do suporte coronário perdido. Mas aqui fica a maior dúvida: devemos utilizar a técnica direta (modelagem do núcleo com resina acrílica) ou da técnica indireta (moldagem do núcleo com material elastomérico)?
Devemos analisar cada caso  para determinarmos a técnica mais indicada, porém já se sabe que a técnica direta tem melhores resultados comparados com a técnica indireta. A manutenção da  cadeia asséptica devido ao menor número de sessões quando utilizamos a  técnica direta é uma das principais vantagens, já que eliminando os passos de moldagem com elastômero e a confecção do padrão de cera pelo técnico de laboratório diminuímos as chances de alguma alteração dimensional atrapalhar a adaptação do núcleo no conduto radicular fazendo com que tenhamos de repetir procedimentos e aumentar o tempo que o canal ficará com uma prótese provisória. O caso clínico abaixo demonstra essa diferença de adaptação de um núcleo confeccionado pela técnica direta e outro confeccionado pela técnica indireta.

Antes
Fig. A:  Situação clínica inicial. 

Pino moldado
Fig B: Núcleo moldado.


Pino modelado
Fig. C: Núcleo modelado.


Podemos notar que, na figura B, o núcleo metálico foi  moldado com elastômero e confeccionado pelo técnico de prótese  através do enceramento no modelo de trabalho. Radiograficamente é possível observar vários pontos onde  não existe uma adaptação correta, embora na região de virola haja boa adaptação. Já na figura C, onde o núcleo foi modelado com resina acrílica diretamente no conduto radicular, observamos uma redução destas áreas de desadaptação. Notamos portanto que a  técnica direta obteve os melhores resultados, com uma adaptação precisa e diminuindo a necessidade do repreparo pós-cimentação da peça.

Então fica a dica, sempre que o caso permitir opte pela confecção do núcleo metálico pela técnica direta, com possibilidade de sucesso clínico muito maior!

Dica clínica enviada pelo Dr. André Possebon, especialista em dentística e monitor Esthetic Group.



terça-feira, 7 de agosto de 2012

DICAS CLÍNICAS


Parceria Dentista/Laboratório de Prótese.


O sucesso clínico de um trabalho indireto é muito dependente da escolha correta do laboratório de prótese. Nessa parceria deve haver um entrosamento para que o técnico em prótese facilite a execução clínica do dentista e o dentista proporcione condições ideias de trabalho ao técnico. Para que isso ocorra, a comunicação e a linguagem devem estar perfeitamente alinhadas.
A tecnologia colaborou muito para essa comunicação consultório/laboratório. As fotografias digitais seriam o principal meio  do técnico  observar detalhes que antes eram apenas  imaginados, melhorando portanto a qualidade dos serviços. A seguir, algumas dicas para facilitar seu dia a dia na comunicação com o laboratório de prótese.

  • Ao fazer uma fotografia de escolha de cor, não se esqueça de deixar à vista a identificação de cor da escala. As máquinas fotográficas podem fazer uma imagem não real da cor e isso pode atrapalhar a qualidade do trabalho.

Erro comum, não mostrar a identificação da
cor da escala.

Correta identificação da cor


O conhecimento técnico do Dentista faz com que ele alcance resultados mais satisfatórios, uma boa dica é conhecer os materiais que o  técnico trabalha no laboratório,  podendo por exemplo, mapear a estratificação dos revestimentos estéticos.
  
Ilustração de um tipo de mapeamento utilizado pelo laboratório.



Untitled1
Resultado Final.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

DICAS CLÍNICAS

Amigos, a partir de hoje temos uma nova sessão em nosso blog! O dicas clínicas , onde os professores do esthetic group estarão dando dicas sobre materiais, técnicas e formas de como fazer algo melhor em sua clinica diária. De tempos em tempos teremos um professor diferente compartilhando algo conosco. Em nosso primeiro post, moldagem.

Você sabia que alguns materiais de moldagem não podem ser preenchidos logo após a moldagem enquanto outros não devem ser deixados de lado sem cuidados nem por 10 minutos ?
Em nossa prática diária podemos afirmar que utilizamos principalmente três tipos básicos de materiais:

Alginato

O mais delicado, e mais neglicenciado! Materiais à base de alginato nunca devem ser deixados de lado após a moldagem por mais de 10 a 15 minutos, sob pena de grandes alterações dimensionais por sinérese (perda de líquido) quando deixados em local sem umidade controlada ou embebição ( absorção de líquido) quando colocados dentro de um recipiente cheio de água por exemplo.


Silicona de Condensação

Material com ótimas características físicas de reproducão de detalhes com excelente custo benefício, mas apenas um pouco menos delicado que o alginato na questão tempo de preenchimento. Ele permite um tempo de  até 30 minutos de espera, isso porque o principal componente de volatização deixa de ser a água.



Silicona de Adição

Esse sim seria o material dos sonhos de qualquer um...se não fosse o preço. Excelente capacidade de reprodução de detalhes com o mínimo de alteração dimensional (com algumas pesquisas mostrando fidelidade  em até 12 horas após a moldagem), mas existe um detalhe deste material que dever respeitado, durante a sua reação de polimerização, pode existir a liberação hidrogênio, o que resultará em possíveis bolhas no modelo de gesso se o molde for preenchido imediatamente após a moldagem.


Por fim podemos definir que a escolha do material de moldagem deve ser  baseada em vários critérios, mas detalhes e características de cada material devem ser respeitados e seguidos para podermos atingir a melhor performance clínica possível, sendo o ato de moldar, o primeiro passo quando iniciamos um trabalho reabilitador.

Prof. Rodrigo S.  Valter.
Especialista em dentística pela SLM
Especialista em implantodontia pela APCD-SP
Professor nos cursos de Especializacao em Denstística 
e Aperfeicoamento em Odontologia Estética SLM