Equipe Esthetic Group

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

DICA CLÍNICA - EVITANDO A SENSIBILIDADE PÓS OPERATÓRIA EM RESTAURAÇÕES DE RESINA COMPOSTA

EVITANDO A SENSIBILIDADE PÓS-OPERATÓRIA EM DENTES POSTERIORES

      A sensibilidade pós-operatória em restaurações realizadas com resina composta é um dos fatores de maior insatisfação na clínica odontológica. Entre as causas que geram esse desconforto temos: a movimentação de fluídos dentro dos túbulos dentinários e a inflamação pulpar que muitas vezes ocorre em decorrência do trauma causado durante o preparo cavitário e pela aplicação incorreta do ácido fosfórico e do sistema adesivo.

Abaixo relacionei algumas dicas para diminuir o risco de sensibilidade :

1.  utilizar alta rotação / contra ângulo com bastante irrigação e utilizar brocas novas - o aumento da temperatura gerada pelo atrito entre a broca e o dente pode causar inflamação pulpar;

2. colocação de forramento cavitário em restaurações profundas, principalmente os que possuem características terapêuticas como o hidróxido de cálcio;

3. utilização de sistema adesivo autocondicionante : essa é uma excelente alternativa para cavidades mais profundas pois não utilizamos o ácido fosfórico a 37% diretamente sobre a dentina, o primer acídico presente no sistema autocondicionante tem um mecanismo de ação sobre a dentina menos invasivo e por esse motivo causa menos sensibilidade. Em casos de cavidades mais rasas podemos utilizar o sistema adesivo convencional porém sempre respeitando o tempo de ação do ácido fosfórico sobre a dentina (15 seg);




4. aplicação correta do adesivo:  toda a cavidade deve estar coberta pelo adesivo;




5. inserção de resina composta na cavidade em pequenas porções através da técnica incremental, essa ação resultará em uma menor contração de polimerização diminuindo assim a deflexão das cúspides que por sua vez minimiza a movimentação dos fluídos dentinários;



6. ajuste oclusal;






















Até a próxima!




Prof.  André Gouveia
membro Esthetic Group

CURIOSIDADES

A ODONTOLOGIA ATRAVÉS DOS TEMPOS
      Nos dias atuais temos uma odontologia rica em recursos tecnológicos e profissionais cada vez mais especializados para atender um público cada vez mais exigente, porém nem sempre foi assim.
      As primeiras intervenções nos dentes começaram ainda na pré-história. Com o descobrimento do fogo, os habitantes dessa época começaram a realizar o cozimento dos alimentos e a introduzir amido a dieta que por sua vez resultou no aparecimento de  problemas odontológicos
   
     No século XVII era comum amarrar um paciente na cadeira para realizar a extração de um dente pois nesta época não existiam anestésicos capazes de amenizar a dor . A medicação pós operatória era realizada através de chás e colutórios a base de ervas medicinais.  Como não existia ainda o advento dos equipamentos para esterilização, os instrumentos odontológicos eram esterilizados passando sua extremidade na chama de uma lamparina.




   Para realizar a extração, os Incas amoleciam os dentes com uma resina corrosiva e depois os extraiam com golpes de estaca! 
    Durante muitos séculos os barbeiros eram os responsáveis por cuidar da saúde bucal das pessoas. Os historiadores dizem que o início da Odontologia Moderna datam do  século XVIII graças aos trabalhos realizados pelo francês Pierre Fauchard .




ARTIGO CIENTÍFICO

Stress distribution associated with loaded ceramic onlay restorations with different designs of marginal preparation.
An FEA study
(Distribuição do estresse associado a restaurações de cerâmica onlay com diferentes designs de término marginal.)
     Grandes destruições coronárias implicam em restaurações indiretas tipo inlay,onlay ou overlay. A grande pergunta a se fazer é se esse tipo de restauração suporta as cargas mastigatórias e qual o melhor tipo de terminação cervical a se fazer.
     Para responder esse tipo de pergunta, Abu Mi-Hassan et al (2000) realizaram um estudo  in vitro sobre restaurações tipo onlay com o objetivo de verificar a distribuição da força em diferentes preparos e a característica de carga dessas restaurações indiretas .
     Através de modelos virtuais, os autores chegaram a conclusão que que a porção vestibular da restauração é submetida as maiores tensões devendo ser mais espessa e as terminações cervicais terminadas em bisel e chanfro sofrem mais tensão do que a terminação em ombro quando as forças verticais são aplicadas.
     Boa leitura a todos!!!

   






Prof. André Possebom
membro Esthetic Group

segunda-feira, 4 de maio de 2015

ARTIGO CIENTÍFICO

Efeito de terapias remineralizadoras e do polimento na rugosidade superficial de esmalte humano após o clareamento.


Sabemos que não é de hoje que o clareamento dentário é o tratamento mais procurado por quem deseja ter um sorriso mais claro e estético. E esse tratamento inclui a técnica do clareamento caseiro e de consultório.

Neste artigo, os autores relatam que os agentes clareadores podem causar algumas alterações na estrutura dentária, tais como aumento na permeabilidade do esmalte, diminuição dos valores de microdureza, tanto do esmalte quanto da dentina e mudanças no conteúdo mineral.

         Este trabalho tem como objetivo mostrar maneiras de impedir os efeitos adversos que o clareamento pode causar sobre o elemento dentário, seja através de um polimento ou do uso de agentes fluoretados. Desta forma foram selecionados 32 molares humanos com coroas hígidas, os quais foram divididos em quatro grupos, de acordo com a técnica de polimento. Todos os grupos foram expostos ao peróxido de hidrogênio a 35%.

        Com base nos resultados o tratamento clareador causou alterações na rugosidade superficial do dente para todos os grupos, o estudo demonstrou que as técnicas de polimento são eficazes para reverter os efeitos adversos, mas que após sete dias, a rugosidade superficial retorna à normalidade, devido à capacidade de remineralização da saliva.


Abaixo segue o artigo na íntegra!








Profa. Renata Silveira
membro Esthetic Group